Mais carga por viagem, e o peso certo antes de sair.
Você enche melhor cada veículo e sabe, antes de o caminhão sair, que ele está dentro do peso. A medida de cada caixa passa a ser a sua, e não a que veio escrita no documento, e o plano que não fecha volta com o motivo ao lado. Menos viagem meio vazia, menos parada na balança.
Segurança para carregar mais
O veículo sai cheio, dentro do peso, e você sabe por quê.
Cubagem não está em norma nenhuma: o fator que circula no mercado é uma convenção, e você pode adotar a sua densidade. Já o peso tem regra escrita, com limite por veículo e por eixo, e é esse número que a fiscalização confere, na balança ou pelo que está declarado no documento. O sistema trabalha com os dois: a sua medida para ocupar, o limite da norma para não passar.
A medida da carga não chega pronta pelo documento: fora do aéreo, nada obriga o remetente a informar as dimensões, e o peso da nota pode vir vazio ou desatualizado. Por isso a medida passa a ser sua. Cada caixa é medida na sua doca, com quem mediu e quando, e o plano que passa do limite é reprovado na tela antes de o documento sair, com o motivo ao lado.
Dentro do limite de peso
O limite por veículo e por eixo vem da Resolução do CONTRAN, e o plano que passa dele é reprovado antes de o veículo sair.
A tolerância não vira folga
A margem que a fiscalização admite na balança não entra no carregamento, e o sistema planeja com o limite cheio.
A medida é sua
Fora do aéreo, o conhecimento não obriga a informar as dimensões da carga, então cada caixa é medida na sua doca e fica registrada com quem mediu e quando.
O fator é o do seu contrato
Não existe fator de cubagem em norma: o número que circula é convenção do mercado, e você aplica o fator combinado com cada cliente.
O que fechou a viagem? O sistema diz qual foi.
Um veículo fecha por peso, por espaço ou por regra de empilhamento. Saber qual delas fechou é o que mostra onde está o dinheiro parado.
Fechou por peso
Ainda sobra espaço no baú, mas o limite de peso chegou. Aqui não adianta comprar veículo maior: a conversa é sobre a carga e sobre a tabela.
Fechou por espaço
A carga é leve e lotou o baú antes de chegar ao peso. É onde o fator de cubagem do contrato decide se a viagem paga.
Fechou por regra de empilhamento
O que não vai embaixo, o que não vira, o que não divide palete. Essas regras saem da cabeça do conferente e entram no plano, e o plano reprovado diz qual regra feriu.
Antes do sistema
O que muda na sua doca
Três coisas que você sente logo no começo.
A medida de cada caixa passa a ser a sua, tirada na doca, e não a que o cliente escreveu no documento.
O plano que passa do peso ou fere a regra de empilhamento é reprovado na tela, com o motivo ao lado, antes de o veículo sair.
Você passa a saber, viagem a viagem, se o veículo fechou por peso ou por espaço, e leva esse número para a próxima conversa de tabela.
Depois que entra no ar
O que entregamos
Três frentes, na ordem em que o carregamento acontece.
A medida certa de cada caixa
Cada unidade que você expede entra com peso, medida e origem: medida na sua doca, declarada pelo cliente ou herdada de carga anterior, com quem mediu e quando. Quando a embalagem muda, a medida nova vale a partir daquela data, e o plano de hoje não usa a caixa antiga. Do lado do veículo, cada equipamento fica com a capacidade em quilos e em metros cúbicos, porque ocupação só se calcula com as duas.
O plano reprovado antes de sair
O limite de peso por veículo e por eixo, o menor entre o da norma e o do fabricante, entra no sistema junto com as regras de empilhamento da sua operação: o que vai embaixo, quantas camadas, o que não vira. O plano que fere qualquer uma delas é reprovado na tela de quem monta a carga, com o motivo nomeado, antes de o documento ser emitido. Quem libera uma exceção fica registrado, com hora e motivo.
Os três pesos batendo
O peso somado dos itens, o peso declarado no documento e o peso da balança deveriam ser iguais, e o sistema cruza os três por viagem, por cliente e por quem emitiu. O que diverge vira uma fila com dono, e o cliente cujo peso declarado nunca bate com a sua balança aparece com o histórico na mão. Ao lado, você vê o que fechou cada viagem, peso ou espaço, por cliente e por rota.
O que costuma travar a decisão
O sistema que eu já uso tem campo de volume e de cubagem. Para que outro?
O campo existe; o que construímos é a origem do número que entra nele, porque fora do aéreo nem o conhecimento nem a nota obrigam a medida da embalagem, e o que está lá veio de quem não mediu. Entregamos a medida com quem mediu, quando e com qual embalagem, e o plano que não fecha volta com a medida que faltou nomeada. O que você já usa continua no lugar e passa a receber um número que se sustenta.
Meus clientes já mandam o peso na nota fiscal. Não basta?
É justamente o peso declarado no documento que a fiscalização pode usar em qualquer lugar, sem balança e sem tolerância, e a nota passa na validação mesmo com esse campo vazio. O sistema cruza o peso dos itens, o peso declarado e o peso da sua balança, e devolve a fila de divergência com dono, cliente a cliente. A declaração que sai no documento passa a ter medição atrás.
Consolidar carga de vários clientes aumenta a ocupação. Qual é o problema?
Nenhum, desde que você saiba o que a consolidação move junto. Quando a carga vem de mais de um cliente e passa do peso, a responsabilidade pelo excesso é toda sua, e a viagem consolidada fica fora da carga lotação, então o piso mínimo não a protege. O sistema mostra, cliente a cliente, o que a consolidação rendeu e o que ela custou, e você consolida sabendo quanto ganhou.
Por onde começa?
Pela medida. Antes de qualquer regra de plano, a sua frota e os seus implementos ganham capacidade em quilos e em metros cúbicos, e as caixas que mais saem são medidas na sua doca. Com essa base, a trava de peso e as regras de empilhamento entram uma rota por vez, começando por aquela em que errar custa mais caro.
Dúvidas
Dúvidas de quem vai contratar
O sistema me obriga a usar um fator de cubagem fixo?+
Não. O fator é o do seu contrato com cada cliente: o sistema aplica a versão que valia na data do embarque e mostra qual aplicou.
Preciso de balança ou cubômetro novo?+
Não para começar. O sistema recebe a medida do equipamento que você já tem, seja balança de piso, cubômetro ou trena com registro de quem mediu, e a diferença entre o medido e o declarado aparece do mesmo jeito. Se um dia valer a pena medir automático, o equipamento entra sem trocar o resto.
Funciona com o sistema que eu já uso?+
Sim. O plano de carregamento e o cadastro de medidas trabalham ao lado do sistema que você já usa e devolvem para ele o peso e o volume conferidos. Onde não há caminho direto, entra por importação e exportação, com registro do que foi e do que voltou.
Minha transportadora é pequena. Faz sentido?+
Faz, a partir de uma rota ou de um cliente em que a viagem fecha antes da hora. Começa por aí, com as caixas que mais saem, e cresce conforme o ganho aparece na sua balança e na sua tabela.
Fontes
- 1.Resolução CONTRAN nº 882, de 13 de dezembro de 2021 — pesos e dimensões de veículos de carga, CONTRAN, Conselho Nacional de Trânsito · 2021 · vigente desde 03/01/2022 (art. 65) · conferido artigo a artigo que as Resoluções CONTRAN nº 899/2022, 994/2023, 1.005/2024 e 1.015/2024 não alteraram o art. 50 · PDF do DOU de 24/12/2021 (Ed. 242, Seção 1, p. 153) convertido para texto e lido em 19/08/2026: arts. 2º, 3º, 4º, 6º, 8º, 49, 50, 52, 53, 55, 56 e 57 lidos no texto numerado; busca literal por “cubagem”, “peso cubado”, “densidade” e “m³” no documento inteiro: zero ocorrências pertinentes
- 2.Lei nº 9.503/1997 — Código de Trânsito Brasileiro (texto compilado), Presidência da República, Casa Civil · 1997 · vigente · art. 231, V na redação da Lei nº 13.281/2016 · art. 231, V (alíneas “a” a “f”), art. 257, §§ 1º a 11 e art. 258, III lidos no texto compilado em 19/08/2026, depois de auditada a marcação de tachado: o arquivo tem 5 tags <strike>, com dois conteúdos distintos, nenhum deles nos arts. 231 ou 257; não é o caso do tachado decorativo do ordinal
- 3.Resolução CONTRAN nº 1.005, de 3 de abril de 2024 — nova redação da alínea “e” do inciso III do art. 4º da Resolução nº 882/2021, CONTRAN, Conselho Nacional de Trânsito · 2024 · vigente desde 08/04/2024 (DOU Ed. 67, Seção 1, p. 138) · fixa 19,30 m no lugar dos 18,60 m do texto original · PDF do DOU baixado no site do Ministério dos Transportes e lido na íntegra em 19/08/2026, com comparação literal contra a redação de 2021; a largura de 2,60 m (2,80 m só para tratores agrícolas, de construção, de pavimentação e guindastes) vem da Resolução CONTRAN nº 994/2023, também conferida
- 4.Resolução CONTRAN nº 1.015, de 11 de dezembro de 2024 — acréscimo dos §§ 3º e 4º ao art. 6º da Resolução nº 882/2021, CONTRAN, Conselho Nacional de Trânsito · 2024 · vigente desde 12/12/2024 (art. 3º; DOU de 12/12/2024, Ed. 239, Seção 1, p. 235) · resolução inteira (três artigos) lida em 19/08/2026: 7 t no eixo dianteiro isolado de dois pneumáticos e acréscimo de 1 t no PBT ou PBTC dos veículos a gás, hidrogênio, elétricos e híbridos
- 5.Manual de Cálculo de Custos e Formação de Preços do Transporte Rodoviário de Cargas — seções “Taxa de cubagem” e “Cargas volumosas”, NTC&Logística, DECOPE (entidade patronal; não é norma) · edição 2014, a que foi aberta e lida; não verificado nesta consulta se há edição posterior · PDF baixado no site da própria NTC e lido nas pp. 24-25 e 41-42 em 19/08/2026: define densidade ideal como capacidade de carga (kg) dividida pela capacidade volumétrica (m³) do veículo, exemplifica com trucado de 15 t / 50 m³ e carreta de 27 t / 90 m³, e registra faixa média de 200 kg/m³ na carga fracionada
- 6.Nota Técnica SEI nº 108/2019/GERET/SUROC/DIR — Política Nacional de Pisos Mínimos do TRC (Processo nº 50500.302199/2019-63), ANTT, Gerência de Regulação do Transporte Rodoviário e Multimodal de Cargas · 2019 · documento de Análise de Impacto Regulatório, de 25/03/2019 · não é norma; a resolução dela decorrente mantém o frete-peso · itens 44 a 52 lidos em 19/08/2026, incluindo a descrição do peso cubado (item 46.2), a conclusão do item 46.3 e a recomendação final do item 51, alínea “d”
- 7.Resolução ANTT nº 6.076, de 19 de janeiro de 2026 — nova redação dos arts. 4º e 5º da Resolução ANTT nº 5.867/2020 (piso mínimo), Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) · 2026 · marcada como “Vigente” no ANTTlegis · em vigor desde a publicação (20/01/2026) · página do ANTTlegis baixada por HTTP e lida dispositivo a dispositivo em 19/08/2026: art. 4º, §§ 1º e 2º e art. 5º, §§ 1º a 5º; busca por “cubagem”, “volume”, “m³” e “densidade” no texto: nenhuma ocorrência
- 8.Manual de Orientação do Contribuinte do CT-e — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação, versão 4.00, Projeto CT-e, Portal Nacional / SVRS · versão 4.00, de agosto de 2022 · leiaute vigente, sujeito a alteração por Notas Técnicas posteriores · PDF oficial baixado do endpoint estático da SVRS (2.004.915 bytes, 110 páginas) e extraído com layout preservado, em 19/08/2026. Campos 244 a 252 lidos no item 3 do leiaute (a ESTRUTURA GENÉRICA, antes da seção 3.1), entre eles xOutCat (248, com o exemplo “Medidas: 12X12X12”), infQ (249), cUnid (250, domínio fechado D25 que inclui 00-M3) e tpMed (251, com “PESO CUBADO” entre exemplos e sem tabela de domínio). Seção 3.1 (modal rodoviário: RNTRC e ordens de coleta associadas) e seção 3.2 (modal aéreo, campo xDime, formato 1234X1234X1234 em cm, cuja observação remete à cubagem em m³ “do leiaute do CTe da estrutura genérica (infQ)”) lidas na íntegra; varredura do documento inteiro por “xDime” e “infQ”
- 9.Manual de Orientação do Contribuinte da NF-e — Anexo I, Leiaute e Regras de Validação da NF-e e da NFC-e, versão 7.00, CONFAZ, Conselho Nacional de Política Fazendária · versão 7.00, de novembro de 2020 · versão base vigente, sujeita a alteração por Notas Técnicas posteriores · p. 61 do PDF oficial do CONFAZ extraída e lida em 19/08/2026: itens 380 a 388 do Grupo X (vol), com ID, campo, descrição, tipo, ocorrência e tamanho; pesoL (X31) e pesoB (X32) com ocorrência 0-1, e nenhum campo de medida física no grupo
Assuntos ligados a este
Encha cada veículo com a medida certa, e saiba por que ele fechou.
Conte como a carga é montada hoje, quem mede e onde o plano trava. Escolhemos juntos a primeira rota, e a medida de cada caixa passa a ser sua.